A terapeuta social Gal Cohen escreve o seguinte, sobre a porção semanal da Torá, (Chaye Sara) e sobre nós:

  • “Você está se sentindo bem? Parece um pouco preocupada.”
  • “Vocês terão uma festa de Bar Mitsvá neste Shabat. Ajudaria se eu preparasse um bolo?”
  • “Você não veio trabalhar ontem. Está tudo bem?”

Já aconteceu de alguém fazer uma pergunta assim a vocês? Nenhuma dessas perguntas é obrigatória, mas cada uma delas aquece o coração.

Esse é um olhar que vai além do óbvio, e é justamente por isso que tem uma magia especial. Trata-se de ter iniciativa, de conseguir entrar no coração do outro, compreendê-lo e perceber do que ele precisa, mesmo quando não diz isso explicitamente. Essa sensibilidade social é como um “músculo” que sempre podemos desenvolver e aprimorar, em qualquer idade e etapa da vida.

Na parashá desta semana, Eliezer, que está procurando uma esposa para nosso patriarca Yitzchak, chega a um poço e pede a Rivka que lhe dê de beber. Ele pede água apenas para si mesmo, mas Rivka não se limita a simplesmente atender ao pedido. Ela enxerga além:

“E ela disse: Também para os teus camelos tirarei água.”

A palavra “também” é significativa. Rivka percebe aquilo que não foi dito. Ela observa e compreende que os camelos de Eliezer também estão ali e, certamente, também têm sede. Ela procura a melhor maneira de ajudar, mesmo quando ninguém lhe pediu isso expressamente.

Quem não gostaria de ter um amigo, uma amiga, assim? Uma esposa ou um marido que agisse dessa forma? Nós tivemos o privilégio de ter uma mãe assim: nossa matriarca Rivka.

Vocês estão convidados a parar por um instante, em algum momento do seu dia, e pensar em como podemos dar continuidade a esse caminho. Como também nós podemos enxergar um pouco mais e fazer um pouco mais.