- Mãe de todo um povo. Hoje, 11 de Cheshvan, é o dia do falecimento de Rachel Imeinu (Rachel, nossa matriarca). Ela é a mãe biológica de Yosef e Binyamin, mas, há gerações, todos nós a chamamos de “Matriarca Rachel”. E mãe é assim: cuida de seus filhos em cada desafio e em cada dificuldade.
- Um amor que transformou anos em dias. Yaakov trabalhou durante sete anos para se casar com Rachel. A Torá descreve esses anos em uma frase famosa e extraordinária, que revela a força do amor: “E foram aos seus olhos como poucos dias, pelo amor que lhe tinha.”
- Para que ela não passasse vergonha. Quando Rachel percebeu que seu pai estava casando Yaakov com sua irmã Leah, em vez dela, ela não a envergonhou. Rachel abriu mão. Justamente no momento em que seu próprio sonho estava se afastando, ela preservou a dignidade de sua irmã. Assim, Rachel se tornou um símbolo de sensibilidade para com o outro, da grandeza de saber abrir mão.
- E o que podemos fazer hoje? No dia de seu falecimento, muitas pessoas irão ao seu túmulo, o Túmulo de Rachel, perto de Belém. Mas, em qualquer lugar do mundo, podemos acender uma vela em sua memória, estudar sobre ela, nos conectar com sua figura e rezar.
- Que, com a ajuda de Deus, o choro chegue ao fim. O profeta Yirmiahu (Jeremias) descreve Rachel chorando por seus filhos que estão no exílio, e Deus responde a ela: “Contenha sua voz do choro e seus olhos das lágrimas, pois há recompensa pelo seu esforço”, “há esperança para o seu futuro”, “e os filhos voltarão para sua terra”. Há milhares de anos, ela está conosco em todas as nossas dificuldades e desafios, chorando conosco. Mas, no fim, há esperança: as lágrimas vão cessar. Existe uma promessa de que todos voltarão para casa, de que o povo de Israel chegará ao seu destino, à redenção completa. Que tenhamos esse mérito.
Em sua memória.

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